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Arquivo NippoBrasil - Edição 122 - 20 a 26 de setembro de 2001
 
Monte Fuji e os Cinco Lagos
 

(Fotos: ONTJ)

Com 3.776 metros, o Monte Fuji (ou Fujisan) é o ponto mais alto do Japão. Situa-se no centro de Honshu, na província de Shizuoka (entre Tóquio e Kyoto), uma região que resume os contrastes do Japão atual, pois possui as maiores cidades do país na faixa costeira, e conserva, no interior, os estilos de vida rural tr adicional.

Com seu cume coberto de neve e imerso em nuvens baixas, o monte é originário de um vulcão inativo desde 1707. Suas encostas mais altas são formadas por cinzas vulcânicas soltas, sem vegetação ou rios. Há pouco mais de 100 anos, o Fuji era considerado sagrado, e somente monges e peregrinos podiam subi-lo; as mulheres só foram autorizadas em 1872.

Em seu sopé, há os Cinco Lagos Fuji, que oferecem instalações de esporte e parques de diversão, e opções diversas de turismo e lazer. O Lago Motosu é o mais profundo (está retratado nas notas de 5 mil ienes); o Shoji é o menor, e muito procurado para pescarias; o Sai é o menos deteriorado dos lagos e proporciona bela vista do monte Fuji; o Kawaguchi é de mais fácil acesso e constitui uma espécie de centro comercial, e finalmente o Yamanaka, muito procurado para a prática de esqui aquático e natação.

Nos arredores do Fuji, além dos lagos, há belos lugares que devem ser visitados, como a Caverna de Vento Fugaku, a Caverna de Gelo Narusawa, o Mar de Árvores (uma antiga floresta, famosa porque nela muitos se perdem), o Fuji-Yoshida (uma tradicional base de peregrinos, com pousadas e cachoeiras para oração antes da subida) e o Sengen Jinja, um dos principais santuários da região, dedicado à divindade da montanha.

O cume da montanha é, na verdade, a borda da cratera do vulcão, e seu circuito leva quase uma hora. Para chegar lá, há diversas opções de trilhas, que estão divididas em 10 estágios. Os alpinistas costumam partir do quinto estágio. As principais trilhas são a Subashiri, a Gotemba, a Fujinomiya e a Kawaguchi-ko, que leva cinco horas para a subida, e divide o caminho com a trilha Yoshida.

Importante

O monte está aberto para escaladas somente em julho e agosto, e as trilhas e pousadas são bem concorridas nos fins de semana. A subida é difícil, pois as cinzas vulcânicas se deslocam sob os pés como se fossem areia. A partir do oitavo estágio, o visitante pode sofrer do Mal das Montanhas (náuseas e dores de cabeça), causado pelo ar rarefeito da altas altitudes. Nesses casos, recomenda-se que se desça imediatamente. O alto do cume é bem frio, e a exposição ao sol pode ser nociva.

 

O Monte Fuji no imaginário japonês

Sua forma quase simétrica, a mudança de aspecto nas diferentes estações e horas do dia e sua predominância sobre a paisagem fizeram do Monte Fuji um símbolo do Japão, dentro e fora do país. Curioso e belo para turistas e aventureiros e sagrado para religiosos, o monte é também uma requisitada fonte de inspiração para diversos artistas. Foi representado em xilogravuras do século 19, como as de Hokusai (1790-1849) e Hiroshige (1797-1858), que publicaram as tradicionais séries denominadas Trinta e Seis vistas do Monte Fuji. A montanha, em geral, aparece no fundo das gravuras da área central de Tóquio. Em outras artes, aparece em motivos decorativos, como em quimonos, entalhes de madeira e até na forma de molduras de janela.

Fonte: Guia Visual Folha de São Paulo - Japão


EU ESTIVE LÁ... E RECOMENDO
Escalar o Monte Fuji é uma oportunidade que todos deveriam experimentar. É, além de um desafio físico, um desafio psicológico. As suas trilhas, em ziguezagues irregulares, sofrendo influências da natureza (como chuva, vento, queda e aumento de temperatura, ar rarefeito devido à altitude e o próprio terreno cheio de pedras vulcânicas, com seus aclives e declives), fazem com que o topo da montanha pareça um objetivo inalcançável. Fora o cansaço, tem as bolhas nos pés, os joelhos que teimam em dobrar sozinhos, a mochila que pesa uma arroba mesmo quase vazia e a sensação de que não se chega nunca... Levei mais de 8 horas para conseguir chegar até a última estação (a cada tantos metros, não me lembro bem ao certo, existe uma estação estrategicamente instalada para dar abrigo e descanso aos aventureiros). E quando se chega na última, antes do topo, o cansaço é tanto que os últimos metros parecem uma eternidade. Mas quando se chega lá em cima, quando se escuta as pessoas gritando como forma de aliviar o seu cansaço e ainda mais quando se vê o sol nascendo naquele horizonte de nuvens... Por alguns minutos, o cansaço vai embora e a única sensação que temos é a de sermos os donos do mundo. Não tem explicação!
Júlia Shizue Ando (Hamamatsu, Japão)

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