
Lugar foi escolhido como morada por imigrantes europeus e norte-americanos
após a abertura dos portos de Kobe em 1867
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Localizado
nas montanhas de Kobe, ao norte do centro, fica Kitano, bairro que foi
lar de muitos estrangeiros que viveram na região no fim do século
XIX. Esses imigrantes construíram casas em estilo ocidental, conhecidas
como ijinkan (casas de estrangeiros), que hoje são importantes
redutos culturais, muitos deles atendendo ao público como museus.
Além disso, a área possui sofisticadas butiques e restaurantes
internacionais combinados a um estilo retrô.
Por estar situada
em um ponto elevado da região, de Kitano pode-se avistar o mar.
Foi esse cenário que europeus e norte-americanos escolheram para
morar quando vieram ao Japão, após a abertura dos portos
de Kobe em 1867. Ali, eles se instalaram e construíram belas casas
e mansões, seguindo os estilos da arquitetura dos países
de origem.
Hoje Kitano
é, junto com o bairro chinês Nankinmachi, um dos pontos turísticos
imperdíveis aos visitantes de Kobe em busca de cenários
inusitados. Porém, quem imagina um bairro inteiramente preservado,
nos moldes de sua época, pode ficar um tanto decepcionado. Já
existem prédios modernos e as ruas estão asfaltadas. Contudo,
seu charme original ainda está lá, em seus detalhes. Afinal,
grande parte das construções importantes, em diferentes
estilos, recebeu um tratamento especial para receber o público.
Uma casa em
estilo alemão, com tijolos vermelhos, a Kazamidori no Yakata, esteve
fechada para reforma, concluída em março de 1997. No alto
dessa construção, há um catavento, símbolo
de Kitano. Em frente, há a Moegi no Yakata, réplica da residência
do cônsul norte-americano H. Sharp, construída em 1903. Além
dos casarões antigos, há diversas construções
religiosas no local, de templos xintoístas até russo-ortodoxos.
Próximo
a Kazamidori no Yakata, fica o templo Kitano Tenmangu. Na Rua Pearl Street,
situa-se o primeiro templo muçulmano do Japão, a Mesquita
de Kobe, construída em 1935. Nessa mesma rua, fica a Igreja Católica
de Nakayamate, em estilo gótico. Atrações imperdíveis
de Kitano ficam por conta dos cafés e das doçarias.
Os restaurantes
internacionais possuem menus variados, entre eles, francês, russo,
italiano, inglês, indiano e chinês. Na Rua Yamamoto, há
um restaurante espanhol que oferece apresentações de dança
flamenca, conhecido como El Pancho Kitano. Um dos restaurantes franceses
mais luxuosos é o Bistrô de Lyon, que fica entre as Ruas
Pearl Street e Yamamoto. No Café do Godiva, localizado na ladeira
Kitano-zaka, o turista pode se deliciar com vários tipos de doces
feitos com o chocolate da famosa fabricante belga Godiva. Passear pelo
bairro Kitano é muito mais do que conhecer os aspectos da arquitetura
ocidental. Ao andar pelas ruelas e calçadas de paralelepípedos,
o visitante poderá imaginar como viveram os estrangeiros no Japão.
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Uroko no Ie (Casa de Escama)
Famosa pela parede que imita escama de peixe. Ao lado da casa, no mesmo
terreno, fica o museu onde estão expostos os quadros de pintores
como Utrillo e Modigliani.
Eikoku-kan
(Casa Inglesa)
Prédio com arquitetura no estilo do reinado da rainha Vitória.
Denmark-kan
(Casa Dinamarquesa)
No segundo andar da casa, há uma réplica do escritório
do escritor dinamarquês de contos infantis Hans Christian Andersen
e seus objetos.
Line no
Yakata (Casa de Linha)
Construída em 1915, tem um enorme jardim onde estão
plantadas árvores como pinheiro, canforeira, entre outras.
Kaori no
Yakata Holland-kan (Casa Holandesa)
Nesta casa, construída em 1918, funcionou o Consulado da Holanda.
Chuugoku-kan
(Casa Chinesa)
Casa onde funcionou a sede do consulado chinês, hoje é
museu de arte chinesa das dinastias Ming (1368~1644) e Ching (1644~1912).
Museu Platon
Construído em 1920. Nele, estão expostos móveis
antigos da família Medici e ensaios do pintor francês Millet.
The Teddy
Bear Museum
Museu de ursinho de pelúcia, com cerca de mil desses brinquedos,
trazidos do mundo inteiro.
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