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Atrações:
natureza preservada e esportes radicais
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Aventura:
prática de cascading é uma das dicas locais
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(Fotos:
Divulgação)
A
bucólica Boiçucanga, em São Sebastião, tem
sido sempre mais lembrada como uma praia tranqüila, de extrema beleza,
ideal para a família e os casais sem filhos, mas os hoteleiros,
donos de pousadas, bares, restaurantes e de marinas querem expor toda
a sua grandeza. Eles decidiram mostrar que a região é ideal
também para os que têm alma de aventureiro, que amam a natureza
e se divertem com os desafios.
Localizada
a 35 quilômetros do centro de São Sebastião, o acesso
a Boiçucanga também pode ser feito pelo quilômetro
163 da Rodovia de Santos.
Ecoturismo
Não
faltam evidências de que a natureza foi pródiga com Boiçucanga.
O local tem encantadoras trilhas, cachoeiras cinematográficas do
Ribeirão de Itu, rio ideal para canoagem, e ilhas de beleza natural
de tirar o fôlego, além da Praia Brava, que é uma
emoção à parte.
Com vegetação
de densa e preservada Mata Atlântica, Boiçucanga também
conta com rica fauna e relevo próprio para a realização
de trilhas, mergulhos, banhos revigorantes de cachoeira, prática
de cascading, canoagem no Rio Boiçucanga, além de proporcionar
belos e inesquecíveis passeios pela Ilha dos Gatos, das Couves
e o Montão de Trigo. Além disso, os turistas com maior predileção
aos esportes radicais podem fazer passeios de caiaque, vôo livre
e até um passeio ciclístico para a aldeia indígena
de Boracéia. Assistir ao cerco e ao levantamento de rede dos caiçaras
também é um programa que não pode ficar fora da agenda.
Passeios
culturais e jogos na praia
Quem aprecia
sugestões de programas mais tranqüilos pode simplesmente participar
de caminhadas para conhecer a Trilha das Artes, o Centro Histórico
da cidade, além assistir aos jogos de praia, com equipes de vôlei,
futebol e frescobol. Boiçucanga também é apontada
pelos moradores de São Sebastião como um dos melhores locais
do litoral norte paulista para se ver o pôr-do-sol. Há grupos
não apenas de turistas, mas também de moradores que não
se cansa de organizar encontros e reuniões para apreciar esse espetáculo.
A gastronomia
típica é variada e as opções de hospedagem
são confortáveis e muito acolhedoras, com alternativas de
frente para o mar, como hotéis e pousadas. Para quem quiser investir
nas compras, há lojas de artesanato, boutiques, doçarias
e toda a infra-estrutura peculiar e autônoma, muitas vezes improvisada,
que Boiçucanga oferece a seus visitantes.
História
Comenta-se
que a primeira referência histórica a Boiçucanga consta
nos livros do viajante e estudioso alemão Hans Staden, que peregrinou
pelo litoral norte do Estado durante o século XVI. Nessa ocasião,
Staden teria tido contato com os índios tupiniquins e tupinambás,
que batizaram a região. Na linguagem indígena, boi
significa cobra, associada ao termo açu, que significa
grande, mais o termo canga, que faz referência à
cabeça. Assim, a cobra de cabeça grande seria,
na realidade a serra que isola Boiçucanga do restante da região.
Durante o processo
de colonização brasileira, a migração ocorrida
em Boiçucanga deu origem a uma economia baseada na agricultura
e no potencial da riqueza natural de seu ecossistema. Dessa forma, a atividade
pesqueira também foi largamente explorada até a construção
das estradas e o boom do turismo, ocorrido principalmente a partir da
década de 70.
Até
hoje, a cultura e os hábitos dos moradores de Boiçucanga
são fortemente preservados. Ainda existem famílias na região
que vivem da atividade pesqueira e que possuem até barcos próprios
para a realização da atividade, daí vem a fama dos
caiçaras de Boiçucanga. O isolamento geográfico do
local foi administrado com a chegada dos recursos trazidos pela instalação
das estradas e o contingente de turistas que visita a região anualmente
também é parte importante na preservação das
festas tradicionais do município.
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