Paraíso
dos mergulhadores tem água cristalina e registra naufrágios
em diferentes profundidades |
Importância
histórica: Charles Darwin chegou a visitar a região |
Mergulho
proporciona a observação do complexo ecossistema marinho |
(Fotos:
Divulgação)
Por
mais que as pessoas digam que se trata de um destino explorado, Fernando
de Noronha é um lugar que todos devem conhecer. O arquipélago
teve, já na fase do descobrimento, o adjetivo que perdura até
hoje, 504 anos depois: “O paraíso é aqui!”, assim disse
Américo Vespúcio quando aportou na ilha ainda deserta de
Fernando de Noronha em 10 de agosto de 1503. Em 1504, o arquipélago
tornou à primeira capitania hereditária do Brasil e foi
doado a Fernão de Loronha, que havia financiado a expedição
e que jamais a ocupou.
Hoje,
o visitante da ilha tem uma série de “novas” regalias, como hotéis,
bistrôs, chuveiro com água quente e até aeroporto
que recebe aeronaves de médio porte (boing 737-300), além
da opção de voar da cidade de São Paulo sem conexão
para a ilha – que, apesar de tudo, não perdeu, de forma alguma,
a simpatia de um povo ilhéu acolhedor e tipicamente brasileiro.
Proteção
O
arquipélago que foi visitado por Charles Darwin desperta os mesmos
encantos de séculos atrás e é garantido por lei por
meio da criação da Área de Proteção Ambiental
(APA) em 7 de março 1989, que impede a exploração
descontrolada da região. Assim, gerações podem desfrutar
as suas belezas naturais, principalmente da comodidade de curtir o show
dos golfinhos rotatores, com o fundo dos Dois Irmãos na trilha
do Mirante dos Golfinhos. O turista é acompanhado por guias até
a trilha para ver a chegada desses mamíferos marinhos à
Baía dos Golfinhos, ou simplesmente para descer na Baía
do Sancho e fazer caminhadas.
Atrações
Turísticas
Outra
opção é a trilha Costa Azul, que tem extensão
de 2.300 metros e pode ser feita em duas horas de caminhada. Seu ponto
de partida é a Vila dos Remédios, centro histórico
onde está o presídio feminino erguido no século XVIII.
Mas é na Rua do Pico, que, em certos trechos, existem mirantes
naturais para as praias do Cachorro e do Meio e termina na Praia da Conceição,
no Morro do Pico. Ainda na Área de Proteção Ambiental, a
trilha da Costa Esmeralda também pode ser feita em duas horas de
caminhada, com extensão de 2.200 metros e passando por três
praias; do Bode, de Quixaba e de Cacimba do Padre. O diferencial dessa
caminhada é poder observar as catraias, aves marinhas da família
dos pelicanos que mergulham em busca de alimento.
Para
quem quer um passeio só por mirantes, uma pedida é caminhada
para praia do Leão, Caracas e praias do Sueste que pode ser vistas
em um dia. A partir da Praia do Sueste, a trilha é feita pelo lado
do mar-de-fora – o nome deve-se ao fato de ser a parte da ilha virada
para o oceano, e não para o continente –, até a Praia do
Leão. A caminhada começa em direção ao Mirante
dos Abreus. Em seguida, passa pelo único mangue de ilhas oceânicas
do atlântico sul e acaba na Baía do Sueste, onde as tartarugas
marinhas se alimentam e é a primeira parada para banho e mergulho
livre. A trilha continua, agora em direção ao Mirante da
Maré Gráfica, que tem a paisagem para a Baía do Sueste.
Após esse trecho, existe a praia do Leão, a preferida das
tartarugas marinhas para a desova; essa trilha tem a duração
aproximada de 5 horas.
Para
quem pratica esportes, o passeio de bicicleta é boa alternativa
e é possível alugar o veículo na própria ilha.
O arquipélago é o sonho dos mergulhadores, já tem
água cristalina e registra naufrágios em diferentes profundidades.
É... Vespúcio tinha razão, Fernando de Noronha é
um paraíso!
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