A síndrome
do pânico é uma doença caracterizada por ataques recorrentes
de ansiedade, imprevisíveis e sem fatores desencadeantes aparentes,
durando alguns minutos, causando muito sofrimento à pessoa. Essa
forte ansiedade surge espontaneamente, sem nenhuma causa provável.
Atualmente, a doença atinge até 5% da população
mundial, sendo as mulheres as mais acometidas, em uma proporção
de 3 para 1.
Segundo o psicólogo
do Hospital e Maternidade São Camilo, Sulivan Garcia, os sintomas
da síndrome de pânico são: taquicardia, palpitação,
sudorese, sensação de falta de ar, sensação
de asfixia, dor ou desconforto torácico, calafrios e náuseas.
A pessoa fica com medo de perder o controle, de enlouquecer e medo
de morrer, explica.
Ansiedade
Muitas pessoas
ansiosas, confundem a ansiedade com a síndrome do pânico.
De acordo com o especialista, a ansiedade é uma emoção
natural e sentida em uma situação específica, conhecida
e esperada. Já o pânico não avisa sua chegada, fazendo
com que a pessoa sofra medo por antecipação. A cada
ataque, o medo de ter uma nova crise aumenta. A pessoa evita, então,
situações em que elas ocorreram. O medo e a insegurança
passam a ficar tão intensos, que a pessoa acaba evitando sair de
casa, alerta.
Tratamento
O tratamento
para a síndrome do pânico engloba tanto o medicamentoso quanto
o comportamental. Os medicamentos são eficazes no equilíbrio
bioquímico e no alívio dos sintomas repentinos. Já
o tratamento psicoterapêutico, a pessoa vivencia situações
de enfretamento com a companhia de uma pessoa de confiança em um
processo gradativo, além de serem usadas técnicas de relaxamento
e de respiração, revela Sulivan.
(*Colaboração:
Eliane Ogata)
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