Ninguém
gosta de ficar careca, isso vale tanto para homens quanto para mulheres.
Com advento da tecnologia e o progresso constante da medicina, a calvície,
atualmente, tem inúmeros tratamentos, desde remédios a transplantes
capilares. Em resumo: hoje, só fica careca quem quer.
Mulheres
Para a estética
feminima, não há nada mais aflitivo do que a calvície.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo,
Valcinir Bedin, anualmente, há um aumento de 10% no número
de casos de mulheres que perdem cabelo. Acredita-se que o estilo
de vida contribua para esse quadro. O estresse provoca no corpo alterações
que levam à perda de cabelos. Mesmo indiretamente, quando há
uma alteração hormonal causada pelo estresse.
Toda vez que
começamos a ver os cabelos caindo, provavelmente estamos diante
de um quadro de perda anormal. Segundo o especialista, o ser humano perde
até cem fios de cabelo todos os dias! Entretanto, a perda chama
mais atenção na hora do banho ou no pentear. O caso
é patológico quando a perda passa dos 150 fios, alerta
.No outono,
os cabelos realmente caem mais do que no verão. Esse fato é
explicado por existirem na pele sensores de luminosidade, que se estimulam
mais no verão, fazendo com que os cabelos cresçam mais e
caiam menos nessa estação. Com a entrada do outono, aqueles
fios que não caíram começam esse processo, dando
a impressão de uma queda maior.
Homens
Segundo Bedin,
entre os homens, 95% dos casos de calvície são de origem
genética. Os 5% restantes podem ter causas hormonais ou metabólicas.
De acordo com
o especialista, existem diversos tratamentos para combater a calvície.
Os medicamentos autorizados pelos Ministério da Saúde
são a Finasterida [por via oral] e o Minoxidil [por uso tópico].
Ambos necessitam de aproximadamente três meses de medicação
para se ter um resultado. O paciente pode optar ainda pelo uso de medicamentos
fitoterápicos usados em tratamentos cosméticos ou infiltrados
no couro cabeludo. Em último caso, é indicado o transplante
de cabelo. A cirurgia é feita com anestesia local sob sedação.
Os cabelos nascem após dois meses e o procedimento custa em torno
dos R$ 5 mil, detalha.
Bedin alerta
que o estresse é o grande vilão quando o assunto é
queda de cabelo. Ele aumenta a produção do estradiol,
um hormônio que impede o crescimento dos cabelos. Nesses casos,
é recomendável que o paciente tenha uma alimentação
equilibrada, rica em ferro e vitaminas do complexo B.
O médico
explica que existem formas de prevenção para queda de cabelo.
Se o paciente tiver familiares com calvície, recomenda-se
que ele procure tratamento a partir dos 14 anos de idade. Para se ter
uma idéia, 15% dos casos podem começar antes dos 18 anos.
Entretanto, a maioria se dá ao redor dos 22 ou 24 anos, estima.
Antes de se
submeter a qualquer tipo de tratamento, Bedin recomenda que o paciente
faça exames de rotina para avaliar os hormônios e o metabolismo.
É muito importante procurar tratamento o mais rápido
possível, pois, quanto mais cedo, melhor o resultado estético.
(*Colaboração: Eliane Ogata/NB)
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