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Caderno Saúde

Operação de mamas a questão psicológica
Para muitas mulheres, o maior trauma da intervenção
nas mamas é a fase pré e pós-cirurgia

Nem toda mulher que recorre a uma cirurgia de mamas o faz apenas por razões estéticas.

Mamoplastia de aumento, de redução (para aliviar desconforto e dores nas costas), levantamento de mamas, infecções de pele causadas pelo suor e a formação de sulcos e feridas nos ombros, devido ao peso das mamas são os maiores fatores que levam as mulheres à mesa de cirurgia. A operação mamária por motivo de tumor, entretanto, é um dos motivos mais graves que podem impelir a mulher a participar de um processo que, invariavelmente, as conduz a dilemas psicológicos muito fortes, entre eles, a rejeição a si própria ou de seu parceiro na convivência a dois na fase pós-intervenção.

Dúvidas

“Em geral, as pacientes têm dúvidas em relação às cicatrizes que ficarão e em questões como a amamentação, quando ainda não tem filhos”, explica o cirurgião plástico Alexandre Piassi Passos. De acordo com o médico, toda cirurgia nas mamas deixa cicatrizes. Porém, as técnicas atuais permitem que elas sejam escondidas, mesmo sob um biquíni. “O que não se pode fazer é trocar uma cicatriz pequena por um resultado ruim, ou seja, a mama não pode ficar prejudicada apenas porque se deseja uma cicatriz mínima”, esclarece o médico. Segundo ele, quando a operação se dá por motivos estéticos, essa é uma das maiores preocupações das mulheres.

Um fator que pode servir como estímulo para ajudar as mulheres a passar pela cirurgia de mamas, seja por motivos estéticos, seja por motivos de saúde, é que a cirurgia plástica no Brasil está muito evoluída. Além de a prática no País ser reconhecida internacionalmente por nomes precursores, como o de Ivo Pitanguy, hoje, é possível realizar procedimentos com o mínimo de dor e sangramento.

Depois da cirurgia

Talvez o maior temor das mulheres, ao se submeterem ao procedimento cirúrgico, é o que virá depois, ou seja, como encarar a si mesma no espelho e como se portar no relacionamento conjugal, independentemente do resultado da operação.

"Quanto ao formato, o ideal é que as mamas fiquem no formato de gota. Porém, tudo vai depender do tipo físico da paciente, da etnia e de questões como a pele, por exemplo”, enumera Passos.

Sempre é recomendável paciência e intensivo acompanhamento médico nas fases pré e, principalmente, pós-cirurgia, quando a mulher ainda precisa esperar, em caso de inchaço, mudança temporária na coloração da pele local, dentre outros fatores, para que a região volte ao normal. Se possível, as sessões com psicólogos podem confortá-la e ajudá-la a falar mais sobre o assunto, além de prepará-la para a retomada de relacionamentos.

Panorama atual

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a intervenção de mamas ocupa o segundo lugar no ranking das cirurgias plásticas realizadas no Brasil, perdendo apenas para as operações no abdome.

Em toda situação de intervenção cirúrgica nas mamas, vale lembrar que o resultado, além da preservação das mamas, é a melhoria geral do quadro. O acompanhamento emocional da paciente é fundamental para lidar com o processo, para que a autoconfiança também seja um fator cultivado.

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