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Vencedor
do Paulistão há dois anos, Renato Chibana conquistou no
dia 7 de julho em Maringá, Norte do Paraná, o título
do 17º Concurso Brasileiro da Canção Japonesa (Brasileirão).
Lílian Tangoda venceu no Júri Popular e Paulo Shikama foi
coroado no Kashosho. Pela vitória, Renato levou o troféu,
R$ 500 e um aparelho de videokê. "A música transmite
sentimento e o mais gratificante é emocionar o público.
Fiquei surpreso com a vitória. Agora é só comemorar",
disse o novo campeoníssimo do Grand Prix.
Maringá foi sede pelo segundo ano consecutivo. A Acema, responsável
pela organização, mobilizou cerca de 200 voluntários.
Nesta edição, o evento aconteceu em dois dias, ao contrário
dos três dias de festival dos anos anteriores. O motivo, segundo
o coordenador geral, Jintaro Ikeda, é a crise financeira da Associação
Brasileira da Canção Japonesa (Abrac) e a falta de patrocínio.
"Com isso tivemos que diminuir um dia. No entanto, acredito que fizemos
um bom serviço para a comunidade e tenho certeza que todos estão
satisfeitos. O evento mobilizou Maringá", concluiu.
O Brasileirão
não é feito apenas de grandes cantores. A palavra taikai,
no Brasil, sempre é relacionada à cantores de São
Paulo e Paraná, que abocanharam todos os troféus por equipes
até o 17º Festival. O amor pelo karaokê, no entanto,
ultrapassa os limites da competitividade e estados como Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, levam
equipes apenas com o objetivo de confraternizar e dar continuidade à
cultura japonesa, mesmo sabendo das reduzidas condições
de vitória. Somados, as cinco equipes estaduais, levaram apenas
42 dos 605 candidatos. Cíntia Matsumoto é a que melhor representa
este espírito.
Detentora de
um recorde inusitado, o de ser a única concorrente do Distrito
Federal no Brasileirão de 2000, ela só não igualou
a marca neste ano porque teve a companhia do veterano Ciro Mikami.
O Brasileirão
de Maringá também elegeu o novo presidente da Abrac. Ricardo
Origassa, depois de 10 anos na presidência, deixará o posto
para Kensho Yamada.
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Nippo-Brasil entrevistou algumas pessoas que prestigiaram o Brasileirão
em Maringá para tirar impressões sobre o concurso no que diz
respeito à estrutura montada para receber os 605 candidatos e os
milhares de "torcedores". Veja o que elas disseram:
Vera Matumoto
- Cascavel/PR
"As coisas estão muito caras. São dois dias de
evento: cinco reais de entrada mais cinco reais de estacionamento, além
do gasto com refeição e gasolina"
Akira Kezuka
- Mogi das Cruzes/SP
"Seria bom que tivesse comida quente japonesa, tipo udon, pois
está muito frio"
Ednaldo
Numata - Londrina/PR
"Acho que deveria liberar a entrada. Está muito caro.
Ou fazer alguma coisa filantrópica como arrecadação
de alimento. A pessoa traz tantos quilos de alimento para entrar"
Sérgio
Toyohara - Marialva/PR
"Minha sugestão é que cada categoria seja disputada
em datas separadas. O juvenil seria em tal dia, o adulto em outro, e assim
por diante"
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