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(Texto: Luis
Yuaso e Paula Moura* / ipcdigital.com | Foto: Divulgação)
Como acontece
em todos os verões japoneses, o Monte Fuji, a montanha mais alta
do país, abre suas trilhas para os aventureiros e curiosos que
desejam conhecer e explorar os seus caminhos. O vulcão que
continua ativo, mas está adormecido desde 1707 atinge em
seu topo uma altura de 3.776 metros e recebe visitantes entre os dias
1º de julho e 27 de agosto.
Apesar de não
haver muitas restrições para se candidatar à alpinista
do Monte Fuji, é recomendável seguir algumas dicas
de segurança e, principalmente, levar apenas o necessário,
já que a subida pode durar até dez horas, fora o tempo gasto
na descida cerca de quatro horas.
Embora a jornada
seja longa e cansativa, o vulcão continua atraindo visitantes e
existem aqueles que não se contentam em vivenciar a aventura apenas
uma vez. Subi três vezes o Monte Fuji. As duas primeiras nos
anos 90 e a última em 2004. Quem não subir pelo menos uma
vez na vida não pode dizer que esteve no Japão, afirma
Ayrton Hiramatsu, morador de Hamamatsu (Shizuoka).
Já experiente,
Hiramatsu alerta os iniciantes para tomarem cuidado e obedecerem fielmente
às trilhas de subida e descida indicadas no mapa. O caminho
que sobe não é o mesmo que desce. Por essa razão,
uma vez erramos a descida, pois tínhamos deixado o carro em Fujiyoshida
e estávamos descendo para Gotemba. Fomos descobrir o engano já
na sétima parada (são dez no total) e tivemos que subir
ao topo de novo para reiniciar a descida pela trilha certa, lembra.
Outra que já
encarou diversas vezes os caminhos da montanha foi Grace Oseki, 40, moradora
de Komaki (Aichi). Apesar de não ter conseguido chegar ao topo
em sua primeira vez, ela não desanimou e enfrentou o desafio em
mais três oportunidades. Percebi que o percurso até
o alto do Monte Fuji é um resumo da vida. Você é desafiado
a enfrentar as dificuldades e seguir em frente. Treinamos a perseverança
e a adaptação, ajudamos e somos ajudados pelos colegas do
grupo, além do treinamento físico, de testar seus limites.
Quando chegamos lá em cima, não há nada, mas você
percebe que todo o esforço valeu a pena. É uma energia diferente,
afirma.
Já Carlos
Aécio, 53, de Fukuroi (Shizuoka), destaca que, além da superação
física, a vista compensa qualquer esforço. A subida
é bem exaustiva, mas, ao chegar ao topo, você pode ver o
nascer do sol da melhor maneira possível: apreciando a paisagem
acima das nuvens. E não adianta tirar fotos. É preciso conferir
com os próprios olhos.
(*Com Osny Arashiro e Priscila Hayashi/ipcdigital.com)
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