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| Como
surgiu o sistema |
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O kaitenzushi
na esteira rolante nasceu em Osaka em 1958. Foi uma invenção
do dono do Restaurante Genrokuzushi, Yoshiaki Shiraishi, que se
inspirou na esteira utilizada na linha de produção
de uma cervejaria. O mercado começou a crescer rapidamente
após 1978, quando a validade da patente expirou, permitindo
a entrada de outras empresas.
A moda
pegou e a palavra kaitenzushi foi incorporada até no dicionário
Kojien (o Aurélio para os japoneses) em 1991. A maior companhia
do mercado hoje é a Kappa Zushi, famosa por comercializar
todos os pratos por ¥ 105 (com imposto incluso). Ela possui
uma rede de 300 restaurantes espalhados em todo o país e
tem faturamento de ¥ 60 bilhões por ano.
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(Texto: Kunihiro
Otsuka / ipcdigital.com | Foto: Divulgação)
Com meio século
de história, o sushi servido em esteira rolante (kaitenzushi) já
faz parte do cotidiano dos japoneses. Segundo uma estimativa, há
cerca de 4 mil restaurantes desse tipo no Japão, que movimentam
quase ¥ 500 bilhões por ano. Mas nem todos adotam a mesma política
de servir comida rápida e econômica. O mercado diversificou-se
nos últimos anos. A nova tendência é unir sushi de
alta qualidade e preço acessível, define o crítico
gastronômico Nobuo Yonekawa, autor do site Kaitenzushi Paradise.
Na opinião
de Yonekawa, os restaurantes do gênero podem ser classificados em
quatro tipos. Há os econômicos, que servem tudo
por ¥ 100, os divertidos, que tentam entreter os clientes
com performances dos sushimen e pratos criativos. Já os restaurantes
que valorizam os ingredientes tentam diferenciar o cardápio
por investir mais nos peixes frescos. Por último, as casas consideradas
sofisticadas oferecem boa comida e ambiente aconchegante.
Um dos pioneiros
dessa última modalidade é o Kanazawa Maimon Zushi. A
idéia era criar um novo tipo de kaitenzushi para servir boa comida,
como nas casas tradicionais, só que por um preço mais baixo,
lembra o presidente da empresa M&K, Koji Kinoshita, que inaugurou
o primeiro ponto da rede em Kanazawa (Ishikawa) em 99. Sua estratégia
de investir na qualidade e na variedade dos peixes deu certo e serviu
de modelo para outros empresários.
Segundo Kinoshita,
existem duas correntes opostas, hoje, no mercado. De um lado, estão
as redes que comercializam todos os pratos por ¥ 100, barateando o
custo por importar grande quantidade de ingredientes congelados da China
e dos países do Sudeste Asiático. Do outro, estão
as empresas que procuram reunir os produtos do mar frescos que chegam
aos portos nacionais. Esse novo segmento do mercado não é
atraente para as grandes redes, que querem manter o cardápio fixo
com tarifa baixa. Para elas, não é vantajoso usar os produtos
do mar frescos, já que os preços destes oscilam muito,
explica.
Nos restaurantes
convencionais com esteira rolante, o cardápio traz em torno de
50 tipos de sushi. No Kanazawa Maimon Zushi, é possível
encontrar mais de 120 varidades. E mais de 70% são de peixes
frescos, ressalta Kinoshita. Há vários pratos que
custam mais de ¥ 400 e os clientes gastam em média ¥ 2,8
mil [à noite, nos dias de semana], quase ¥ 1 mil a mais do
que nas redes econômicas.
Além
da grande variedade, a casa mantém vários sushimen trabalhando
no balcão no preparo de pratos na hora, após receber os
pedidos. Nas redes econômicas, os bolinhos de arroz usados no sushi
são feitos, geralmente, por máquinas e os cozinheiros
apenas acrescentam a fatia de peixe ou outro ingrediente por cima.
Apesar do preço
relativamente salgado, o restaurante faz sucesso entre os que preferem
pagar mais e comer sushi de alta qualidade. O Kanazawa Maimon Zushi, em
Yokohama (Kanagawa), por exemplo, recebe mais de mil clientes nos fins
de semana. Nesses dias, no horário de pico, é preciso encarar
uma fila e esperar de uma a duas horas para entrar.
Outro grande
diferencial da casa, em comparação com as redes de ¥
100, é o ambiente aconchegante. Aqui, os clientes podem ficar
mais à vontade sem pressa, conta Kinoshita. Além do
balcão com esteira rolante, o restaurante possui mesas e salas
privadas, que são usadas até para reuniões de negócios.
Mito
ou verdade
Os pratos avançam
4 cm por segundo? Conforme várias reportagens sobre kaitenzushi,
essa é a velocidade média das esteiras rolantes utilizadas
nos restaurantes, e é considerada ideal para o cliente ver os pratos
e escolher o que quiser. Mas a velocidade pode variar de acordo com a
rede, ou a região. No geral, na região de Kansai,
é um pouco mais rápido, conta Yonekawa.
Embora não
haja explicação concreta sobre essa diferença, ele
desconfia que tenha a ver com a mentalidade do povo de Kansai. Os
donos dos restaurantes de lá devem pensar que velocidade maior
ajuda a aumentar a venda.
O usuário
pode ajustar para que lado a esteira irá rodar, assim como a velocidade,
segundo explica Takanobu Tokuno, da Japan Crescent, a maior fabricante
de equipamentos de kaitenzushi. Não existe um padrão
recomendado por nós. A maioria dos restaurantes adota o sentido
horário para a direção da esteira, mas há
exceções, diz.
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