Fale conosco: webmaster@nippo.com.br  
Central de atendimento: (11) 5904-6444  ou 0800-109254(outros estados)  
    Horário de Brasília: Sexta-feira, 10 de outubro de 2008 - 21h03
Destaques: Curso de JaponêsCulináriaHoróscopoMangáInício    
  Busca
  Jornal Nippo-Brasil
-
  Variedades
-
  Esportes
-
  Reflexão
-
  Empregos no Japão
-
  Publicidade

  Classificados
-
  Interatividade
-
  Correspondência
-
  Assine o Jornal
Caderno Especial

Brasil precisa de melhor estrutura para investimentos
Para impulsionar a economia interna, é preciso, antes de mais nada, criar postos de trabalho para incremento do nível de renda

Minimizando problemas internos, Brasil pode ampliar investimentos japoneses em áreas pouco exploradas por investidores do outro lado do mundo

(Texto: Susy Murakami/NB | Foto: Divulgação)

Nesta terceira e última matéria da série a respeito do futuro das relações comerciais Brasil-Japão, o foco centra-se no cenário do País e nas deficiências que precisam ser corrigidas para atrair os investimentos do arquipélago para terras verde-amarelas.

No final dos anos 80 e início dos 90, o Brasil recebeu do Japão de 10% a 20% do total de IED (Investimento Estrangeiro Direto). A partir de 1992, no entanto, houve uma queda acentuada, ganhando certo fôlego a partir de 2001. Mesmo assim, um investimento pífio, se levado em conta que o país asiático já foi o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil.

A história do IED japonês no Brasil, na verdade, nunca foi estável. Teve início na década de 1950, mas com crescimento significativo a partir de 1967, como mostra o economista Alexandre Uehara, do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP, em seu texto “Relações Brasil-Japão: Aproximações e Distanciamentos”.

Ascensão e queda

Foi na década de 70, porém, que os investimentos ganharam importância principalmente “nos setores petroquímico, de alumínio, papel e celulose, fertilizantes e siderúrgico, constituindo-se em um dos maiores estoques de investimentos estrangeiros no país”.

Mas veio a década de 80 e a instabilidade econômica no Brasil afastou investidores. Na década de 90, foi a vez de o Japão enfrentar a estagnação em sua economia. Entre 1995 e 2000, os investimentos japoneses no Brasil não passaram de 1,8% do total de IED. Além das crises, os olhos nipônicos voltaram-se para o seu próprio continente, como explica Eduardo Tonooka, economista da LCA Consultores com pós-doutorado pela Universidade de Kobe, no Japão. “A partir da década de 1980, o Sudeste Asiático e, mais recentemente, a China passaram a ser reigões mais interessantes para receber investimentos nas áreas de produção de matérias-primas”.

Alexandre Uehara explica que os investimentos em países como China e Vietnã, por exemplo, são reforçados e por isso o Brasil leva grande desvantagem: “mão-de-obra barata e a localização geográfica próxima”.

O Bric e o atraso brasileiro

A Mitsui é uma das empresas japonesas que mais investe no Brasil. Shoei Utsuda, presidente da Mitsui e da Seção Japonesa do Comitê Econômico Brasil-Japão, cita como principal estratégia da empresa no Brasil o investimento em energia, agricultura e mercado interno. Utsuda diz que o Brasil tem ficado atrás dos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) como atrativo para empresários japoneses. Ele diz, porém, que o país tem um diferencial. “O diferencial do Brasil são os 1,3 milhões de descendentes japoneses que vivem aqui e os 300 mil brasileiros que vivem no Japão”.

Mas esse intercâmbio não tem sido suficiente. Para atrair mais investimento japonês, o Brasil precisa antes investir em diversas áreas. “É preciso investir em segurança pública, educação, infra-estrutura e diminuir a dívida interna pública que está muito alta”, diz Yuji Watanabe, presidente da Jetro no Brasil, a Japan External Trade Organization.

Esse discurso é reforçado por Naoki Tanaka, presidente do Centro de Pesquisa Internacional de Estratégias Público-Privadas do Japão. Tanaka acredita que para impulsionar a economia interna é preciso, antes de mais nada, criar postos de trabalho. “Dar subsídios aos menos favorecidos não é a melhor saída. A solução é criar postos de trabalho para que essas pessoas impulsionem seu nível de renda. Para isso, é preciso investir em infra-estrutura”.

Minimizando os problemas internos, o Brasil pode ampliar os investimentos japoneses em áreas ainda pouco exploradas por investidores do outro lado do mundo. “Considerando que o investimento japonês no Brasil é baixo, há espaço para que este aumente nos próximos anos à medida que o Brasil continue crescendo e ampliando seu mercado consumidor. Em outras palavras, além das oportunidades tradicionais de investimento nas áreas de matérias-primas e energia, mais recentemente, poderão crescer os investimentos destinados à construção e ampliação de fábricas de bens de consumo e máquinas e equipamentos para a indústria”, afirma Eduardo Tonooka.

 Arquivo - Especial
• Kokei Uehara: “Já cumpri minha missão”
• Automotivas japonesas geram 690 vagas no interior de SP
• Turma da Mônica para japonês ler
• Carnaval made in Brazil em Asakusa
• Dicas de como chegar ao topo do Japão
• Emoção para 25 mil pessoas no Anhembi em SP
• Imperador agradece ajuda de imigrantes
• Descubra uma Tóquio nem tão cara assim
• O sucesso das cerejeiras seculares
• Sucesso dos kaitenzushi
• Parte 3: Brasil precisa de melhor estrutura para investimentos
• Parte 2: Parcerias podem impulsionar as relações entre Brasil e Japão
• Parte1: Mercosul emperra acordo de livre comércio entre Brasil e Japão
• Nossas pioneiras
• Pequenos varejistas sobrevivem graças a associações
• Filha de líder conta a vida na Yakuza
• A tradição do Valentine’s Day
• Toyota completa 50 anos de Brasil
• 2008: um ano para ficar na história
• Missoshiru para saborear na rua
• Baseado no padrão japonês, TV digital estreou no Brasil
• O Japão na visão do cinema ocidental
• The Checkers – Beatlemania oriental
• Seja ecológico!!
• O mundo das bonecas (e bonecos) customizáveis
• Bushido no mundo dos negócios
• Saiba mais sobre o novo Jornal Nippo-Brasil
• Diga “sim” longe de casa
• Paraíso dos idosos em Campos do Jordão
• Knit Cafe
• 62 anos depois...
• Mergulhe nos prazeres do ofurô
• O luxo que nos une
• Beleza nikkei no Pan
• E o kabuki invadiu Paris
• Renda-se à comida japonesa!
• Feng Shui: energia para dar novos ares a sua casa
• Relaxe com o Rilakkumma
• Novo conceito de habitações no Japão
• Macarrão instantâneo: Rápido e fácil!
• A tradição que resiste ao tempo
• Universidades difundem cultura japonesa
• Do arco-da-velha para o Japão
• Japão sem mistério
• Timidez
• Marmitas sofisticadas
• Envelhecendo no mundo de hoje
• Mangá: Uma das marcas da sociedade japonesa
• As medidas japonesas
• Etiqueta japonesa: um tesouro milenar
• Sudoku: Passatempo japonês vira mania nacional
• Do Japão para o Brasil
• Mais Japão nas livrarias
• Wagashi: pequenas jóias da tradição
  © Copyright 1992-2008 - Jornal Nippo-Brasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br