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(Texto:
Erika Horigoshi/NB | Foto:(Divulgação)
Se você
costuma aproveitar as campanhas de vacinação animal promovidas
pelas prefeituras para imunizar seu melhor amigo, vá com calma.
O que pode parecer uma alternativa segura para manter a saúde de
seu cão ou gato pode, na verdade, deixá-lo doente.
Onde
está o problema
Doenças
infectocontagiosas podem ser transmitidas na vacinação por
postos públicos. Isso porque, no período de agosto, quando
se iniciam as campanhas de vacinação, os consultórios
veterinários recebem grande quantidade casos de animais imunizados
nessas condições e que manifestaram doenças como
parvovirose, rinotraqueíte, entre outras. E o problema não
está na vacina fornecida pelo governo. A vacina dos postos
públicos é de muito boa qualidade, o risco de contaminação
pode residir na maneira como ela é aplicada no animal, esclarece
o veterinário Alberto Soiti Yoshida.
O risco na
aplicação das doses enviadas pelo governo acontece porque,
em postos públicos, os frascos contêm 20 doses cada um e
nem sempre o material é descartado entre uma aplicação
e outra. Ao fazer a aplicação, é fundamental que
agulha e seringa sejam trocados após a vacinação
de cada animal, a fim de que o frasco com as doses não seja contaminado.
Isso porque o animal vacinado pode já estar incubando
alguma infecção específica e, ao ser imunizado, contaminar
o material e, caso ele não seja trocado para continuar a vacinação,
transferir doenças a outros bichos que serão vacinados com
doses daquele mesmo frasco. O que acontece é que, em alguns
casos, as aplicações são feitas por funcionários
que não têm conhecimentos veterinários, ou simplesmente
se esquecem de fazer a troca do material descartável a cada vacina
aplicada, o que coloca os animais em risco.
Proprietários
negligentes
Outro
grande problema que pode acometer os animais tem origem cultural. A falta
de compromisso com o calendário de vacinação pode
pôr em risco a saúde do animal. Se alguém, leva
um bicho que já está doente para a vacinação,
a dose aplicada vai estimular a manifestação da doença
incubada, ressalta o veterinário. Isso porque não
adianta respeitar apenas as datas de imunização contra a
raiva, por exemplo. Outras doenças também precisam ser incluídas
no calendário de vacinação do animal. Não
adianta levar um cachorro para vacinação contra a raiva,
se ele já estiver incubando uma doença como
cinomose, por exemplo, alerta Alberto.
Cuidados
A saída,
para quem não quer correr o risco de contaminação
via material de vacinação pode ser a aplicação
particular, Arquivo Pessoal em consultórios veterinários.
Lá, as doses são individuais e os proprietários podem
se certificar sobre a inutilização do material descartável.
Apesar de paga, a vacinação particular afasta o risco
de contaminação via reutilização de agulhas,
afirma Alberto Yoshida. Entretanto, se o animal já estiver
doente antes da vacinação, a dose vai, de qualquer maneira,
estimular a evolução da doença, avisa.
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