Após
comprar um cachorrinho para a filha Mayara, Suelen Tomida abriu
um pet shop no Japão |
(Texto e Fotos:
Lucila Kose/ipcdigital.com)
No início
do movimento dekassegui, o brasileiro pensava apenas em ficar alguns poucos
anos, juntar dinheiro e voltar para o Brasil. Mas hoje a situação
é diferente. Além de comprar casas e carros, os brasileiros
que tomaram essa decisão estão buscando novos meios de fincar
as raízes e, para isso, nada melhor do que um animal de estimação.
Estou
no Japão há 14 anos e não pretendo voltar tão
cedo para o Brasil. Como adoro bichos, quando vi um cão da raça
shih tzu abandonado, não pensei duas vezes: levei-o para casa.
Depois, veio um pit bull, que um amigo trouxe do Brasil, mas não
tinha condições de cuidar. E, por último, comprei
um chihuahua. Eles são os meus três companheiros, que me
recebem em casa de braços abertos, ou melhor, abanando o rabo,
brinca Mônica Junko Segura, 32, de Toyohashi (Aichi).
Como em qualquer
parte do mundo, ela afirma que é sempre uma grande responsabilidade
ter um animal. São cuidados com veterinário, remédios,
vacinas, tosas e outros coisas. Para enfrentar os obstáculos
no Japão, um animal dá uma grande força. É
com eles que consigo me acalmar, alegrar e festejar. Se um dia voltar
ao Brasil, não teria condições de deixá-los
aqui. Tentaria levá-los, diz.
Abandonados
Já
para o casal Paulo, 40, e Regina Yamashita, 39, de Ueda (Nagano), a decisão
de ficar no Japão surgiu por causa de uma gata siamesa. Eles encontraram
o animal abandonado dentro de uma caixa e levaram-no para casa. Ela
estava muito maltratada. Cuidamos, mas a Branquinha acabou perdendo a
visão. Como não tivemos filhos, decidimos cuidar dela até
ficar velhinha. Iniciamos um tratamento de visão com um veterinário
e acredito que está surtindo efeito, explica Regina.
Animal
como companhia
A
proprietária do pet shop Baby Dogs, em Toyohashi, Suelen Tomida,
ajuda os brasileiros a encontrar seus bichos de estimação.
Percebo que as pessoas tentam fazer com que a vida possa se tornar
o mais parecida possível com a que levavam no Brasil. E, hoje,
estão percebendo que não é tão difícil
ter um animal, conta.
Com ela também foi assim. Lembro que levava minha filha para
o pet shop para ver os cachorrinhos e, depois de algumas economias, conseguimos
um. Foi assim que percebemos as dificuldades que se têm para cuidar
de um animal, comenta.
Tanta
experiência fez com que ela abrisse o Baby Dogs, para ajudar pessoas
a concretizar sonhos com valores mais acessíveis. Aqui, os
brasileiros também devem ter o direito de ter um animal de estimação,
diz.
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Acima
de tudo, pense se você vai ter tempo para cuidar do animal e recursos
financeiros para os gastos com alimentação e saúde.
Os cães
são, sem dúvida, os mais procurados. Embora existam mais
de 200 raças de cães com características diferentes,
de maneira geral eles foram selecionados para as funções
de guarda, trabalho ou companhia. Com certeza, tem um tipo certo para
cada estilo de vida.
Quanto
maior o animal ou quanto mais disposto a exercitar- se, maior sua necessidade
de espaço.
Os cães
mais indicados para apartamento são os de porte pequeno ou médio,
selecionados para companhia. Quem mora em casa e tem quintal, pode optar
por um cão de porte grande, selecionado para guarda ou caça.
Os gatos
são mais independentes e costumam escapar para a rua, por isso
precisam ser castrados. São bons companheiros e gostam muito de
brincar, principalmente os filhotes.
Aves,
peixes e pequenos roedores como hamsters, chinchilas e o esquilo da Mongólia
são boas dicas para quem tem pouco espaço e pouco tempo
para cuidar do bicho. Mesmo assim, é preciso oferecer-lhe ambiente
tranqüilo, boa alimentação e instalações
adequadas.
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