(Texto: Erika Horigoshi/NB | Fotos: Divulgação)
Cobras, aranhas,
cachorros e cavalos. Apenas exemplos de animais que podem interagir de
maneira benéfica com o ser humano. Estranho? Não, na verdade,
essa turma do bem, quando treinada e supervisionada
por especialistas, pode trazer alegria a pessoas que já não
lembram muito bem o significado dessa palavra.
Interação
com os répteis
Contrariando
a opinião popular, aranhas, cobras e companhia podem ser amigáveis
e colaborar de maneira terapêutica com portadores de deficiências.
É possível simplesmente descrever uma aranha para
uma criança que nunca enxergou? O trabalho com os animais apresenta
essa possibilidade, diz o biólogo responsável pelo
Criadouro Pró-Répteis de São Paulo, Fernando Del
Nero. Sem fins lucrativos, o Criadouro recebe grupos pequenos, intermediando
o contato com animais silvestres acondicionados para o manuseio, tudo
supervisionado pelo biólogo.
No elenco, jabutis, pítons, jacarés, aranhas,
entre outros animais. Todo o trabalho tem a autorização
do Ibama e do Conselho Regional de Biologia, assegura Del Nero.
Cavalgando
como terapia
Cada vez mais
divulgada pela mídia, a equoterapia é reconhecida desde
1997 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e auxilia nos tratamentos
de reabilitação utilizando o cavalo como promotor de ganhos
físicos, psicológicos e emocionais a seu montador.
Representante dessa atividade no Brasil, a Associação Nacional
de Equoterapia (Ande-Brasil) age também de forma filantrópica.
Indico equoterapia aos meus pacientes, pois trata-se de método
terapêutico de reabilitação e habilitação
com aprovação científica, que gera benefícios
motores, emocionais, cognitivos, da linguagem e sociais promovendo, portanto,
uma melhor qualidade de vida, explica o neurologista Marcos Henrique
Coelho Duran, em depoimento no site da Ande.
Companhia
para a melhor idade
Depois de
criar os filhos e deixar a família encaminhada, muitas pessoas
já na chamada melhor idade começam a sentir o peso da solidão.
Em vários casos já morando em asilos, os idosos mergulham
num marasmo que pode até levá-los à depressão.
Nesse cenário, entra o Projeto Cão do Idoso. Criado em 2000
para realizar a Terapia Assistida por Animais (TAA), essa iniciativa atua
de forma filantrópica e voluntária no atendimento a idosos
em suas mais diversas necessidades: emocionais, mentais, físicas
e sociais. Os tratamentos com auxílio de animais têm
a intenção de melhorar a qualidade de vida, trazer alegria
e amor a muitas pessoas. Essas interações são positivas,
pois trazem àqueles que são assistidos o valor e o senso
de respeito, afirma Jerson Dotti, presidente do Projeto Cão
do Idoso.
Onde
aprender
A Universidade
de Santo Amaro (Unisa) está formando turmas para o Curso de Extensão
Universitária de Atividade/Terapia Assistida por Animais. As aulas
terão início em abril ou maio de 2006. Mais informações:
0800-171796, ou www.unisa.br
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