
ALERTA - Vírus da raiva pode permanecer incubado entre 21
e 80 dias, dizem especialistas
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(Texto: Juliana
Tieko Octavini/NB | Ilustração: Cecília Hajpek/NB)
A raiva é
uma doença que merece a atenção dos proprietários
no que diz respeito à saúde do animal. Segundo dados do
Instituto Pasteur, no ano passado, no Estado de São Paulo, foram
registrados cerca de 111 casos de raiva em animais como gatos, bois, búfalos,
cavalos, morcegos não hematófagos (que não se alimentam
de sangue), mulas e cabras. Só este ano, até o mês
de abril, foram diagnosticados 35 casos, sendo 12 em bois, 3 em cavalos,
18 em morcegos não hematófagos e 2 em porcos.
A raiva é
uma zoonose que pode ser transmitida de animal para animal, ou do animal
para o homem. Segundo a médica veterinária Greyce Lousana,
diretora do CIEC Invitare Saúde Animal, a taxa de mortalidade de
seres humanos infectados pelo vírus é de praticamente 100%.
Por isso se faz necessária uma rigososa fiscalização
sanitária de todos os serviços que prestam o atendimento
a animais, como pet shops, clínicas veterinárias, táxi-dogs,
entre outros, diz.
Na maioria
dos casos, cães e gatos contraem a doença quando entram
em contato com a saliva de um animal infectado. O vírus pode permanecer
incubado por um período de 21 a 80 dias, chegando a variar de acordo
com alguns fatores, como, por exemplo, a localização e a
gravidade da mordedura, arranhadura ou lambedura de animais infectados,
e a quantidade de partículas virais inoculadas.
A identificação
de um animal raivoso é complexa, pois os sinais observados podem
ser os mesmos ocorridos em outras doenças, afirma a veterinária.
De acordo com Greyce, as pessoas devem ficar atentas sempre que o animal
alterar seus hábitos comportamentais. Por exemplo, um animal
que habitualmente é dócil e responsivo, torna-se agressivo
ou busca abrigos e não quer interagir. Ou um animal que tem hábitos
noturnos pode começar a ter atividades diurnas, explica.
A especialista
afirma ainda que a única forma de prevenção contra
a doença é mesmo a vacinação anti-rábica
de cães e gatos, que pode ser efetuada em qualquer clínica
veterinária. No entanto, alguns cuidados podem ser tomados. Verificar
as condições de higiene sanitária nos locais onde
leva seus animais, ou onde há grande concentração
de animais; observar qualquer comportamento irregular dos animais; evitar
a aproximação com animais abandonados ou estranhos; tocar
em animais feridos e não perturbá-los quando estiverem comendo,
bebendo ou dormindo, cita Greyce.
Caso seu animal
apresente qualquer sintoma da doença, isole-o e procure um médico
veterinário, que saberá como conduzir o problema.
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A qualquer
suspeita de que seu animal esteja com raiva, isole-o e entre em contato
rapidamente com um médico veterinário, para que ele realize
exames clínicos.
Não toque em animais desconhecidos, com comportamento estranho,
feridos ou doentes.
Não perturbe animais quando estiverem comendo, bebendo ou
dormindo.
Não separe animais que estejam brigando.
Não crie animais silvestres ou tire-os de seu hábitat
natural.
Quando o animal for agredido por outro, lave imediatamente o ferimento
com água e sabão e procure um veterinário mais próximo.
Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento,
comunique imediatamente o serviço de saúde. Se ele apresentar
comportamento diferente, mesmo que ele não tenha agredido ninguém,
não o maltrate e procure o serviço de saúde o mais
rápido possível.
Nunca deixe de vacinar seu animal todos os anos e jamais interrompa
o tratamento sem ordens médicas.
Se você detectar a presença de morcegos na região
em que reside, procure iluminar áreas externas da residência,
colocar telas nos vãos, janelas e buracos e feche ou vede porões,
pisos falsos e cômodos pouco utilizados.
Ao entrar em grutas ou cavernas, evite tocar em qualquer tipo de
morcego (vivo ou morto). |