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Quem
é Hashida Sugako?
Personalidade: Roteirista de novelas de grande sucesso, como
Oshin e Haru to Natsu
Nascimento:
10 de maio de 1925
Local:
Seul, Coréia do Sul
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(Ilustração:
Claudio Seto | Foto: Reprodução)
As pessoas
mais jovens devem conhecer Sugako Hashida por seu trabalho no roteiro
da novela Haru to Natsu, da emissora japonesa NHK. A produção
foi ao ar no ano passado e e emocionou muitas pessoas da comunidade japonesa
no Brasil e também muitos japoneses que se identificaram com o
drama por ela contado.
A história
de Hashida, que hoje tem o status de ser uma influente figura no mundo
da dramaturgia do Japão, não foi fácil. Nascida em
Seul em virtude do trabalho de seu pai, que exigiu a transferência
da família, a autora foi criada em Osaka até cursar o ensino
médio. Muito amada por seus pais por ser filha única, Hashida
cresceu e formou-se em Literatura Nacional na Nippon Joshi Daigaku, a
Universidade Feminina do Japão. Depois, cursou Artes no Departamento
de Letras da Universidade de Waseda, mas não chegou a concluir
esse curso.
Difícil
caminho
Hashida
optou por tornar-se uma mulher independente, uma idéia muito à
frente de seu tempo, e, contrariando a vontade de seus pais, começou
a trabalhar na empresa Shochiku em 1949. Desenvolveu trabalhos no setor
de roteiros, mas não produziu nada relevante. Em 1959, tornou-se
uma escritora independente e ficou cerca de três anos sem receber
nenhuma solicitação de trabalho. Casou-se em 1966 com Kaichi
Iwasaki, na época produtor da TBS, de quem se tornou viúva
em 1989.
A reviravolta
de sua carreira começou a ocorrer a partir de 1983, ao escrever
a novela matinal Oshin, exibida pela NHK e que teve duração
de um ano 297 capítulos. O índice médio de
audiência da novela foi de 52,6% e Oshin chegou a alcançar
surpreendentes 62,9% da audiência japonesa. Até hoje, essa
produção é considerada a novela japonesa que atingiu
maior sucesso no mundo.
Enredo
Oshin
consistia na saga de uma mulher cujo nome era o mesmo do título
da novela e que teve infância de extrema pobreza, porém chegou
a ser dona de um supermercado. Na época, as demais emissoras recusaram
a proposta de Oshin, considerando pouco impactantes temas como a vida
de uma menina pobre separada da família para viver na casa do patrão
prestando serviço de pajem, o sofrimento, a fome, os maus-tratos,
etc. Por fim, a NHK aprovou a produção e a novela veio a
ensinar qual é o princípio da sociedade, que, em seu período
de exibição, encontrava-se no ápice do crescimento
econômico. A missão da nossa geração
é transmitir à atualidade a vida sofrida das pessoas da
Era Meiji, diz Hashida. Segundo ela, Oshin retrata não apenas
os vínculos de gratidão entre os japoneses e a ambição
pelo enriquecimento, mas também a importância de pensar no
próximo.
Repercussão
A
novela foi exibida não apenas no Japão; outros 63 países
do mundo conheceram o drama de Oshin, como Sri Lanka, Indonésia,
Taiwan, Hong Kong, Afeganistão, Cingapura, Egito, entre outros.
Sociedades de países em crescimento identificaram-se muito com
o modo de viver de Oshin, que não se abatia diante das dificuldades.
Já no Ocidente, a novela não teve grande repercussão.
Hashida acredita que isso se deveu ao fato de os ocidentais não
terem conseguido entender a característica própria dos japoneses,
que consideram belo (virtuoso) a submissão paciente às dificuldades
da vida.
Atualidade
Desde
1990, Hashida Sugako tem produzido um programa anual para a emissora TBS
da série Wataru seken wa oni bakari (O mundo é cheio de
maldades). O nono programa está previsto para exibição
a partir de abril do próximo ano. A série trata de questões
entre idosos e jovens, conflitos entre sogras e noras e conserva os valores
mais antigos. Com mais de 80 anos de idade, Hashida é dona de uma
energia inesgotável.
Anualmente
no mês de maio, é divulgado o Prêmio Hashida, oferecido
a programas ou pessoas que tiveram ampla preferência da população
e que lhe despertou emoção, além de, com riqueza
artística, ter contribuído para a promoção
da cultura ligada às emissoras. A premiação é
oferecida pela Fundação Cultural Hashida, fundada em 1992,
da qual a escritora ocupa o cargo de diretora.
É interessante
notar que, mesmo as novelas de hoje, que retratam os jovens da era moderna,
ou os programas de professores desregrados, que não combinam com
a política de Hashida, também têm sido premiados.
Roteiristas principiantes também são focos de atenção.
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