PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 11 ANOS
-
Fale conosco: webmaster@nippo.com.br  
Central de atendimento: (11) 5575-0699  
(Horário de Atendimento das 9:00h às 18:00h de segunda a sexta)  
Sexta-feira, 19 de março de 2010 - 19h46
DESTAQUES:

  Busca
 
  NippoBrasil
   Edição Atual
   Editorial e Opinião
   Circuito
   Últimas Notícias
-
  Variedades
   Agenda
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dekassegui
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Entrevistas
   Especial
   Especial - Esportes
   Giro da Semana
   Haicai
   História do Japão
   História da Imigração
   Horóscopo
   Karaokê
   Lendas do Japão
   Mangá
   Personalidades
   Pesca
   Saúde
   TV NHK (Japão)
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Especial - Esportes
   J.League 2010
   Copa do Mundo 2010
-
  Especiais 2009
   Ikebana
   Bomba de Hiroshima
   Campeonato de Sumô 2009
   Festival do Japão
   Mundial de Kendô
-
  Autoajuda e Religião
   Budismo
     Milênio
   Roberto Shinyashiki
   Reflexão
-
  Empregos no JP


-
  Classificados
   Econômicos
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Correspondência
   Trabalhe conosco
   Anuncie no site
   O Jornal Nippo-Brasil
   Assine o NB
   Quem somos

Opinião - Edição 527 - Jornal NippoBrasil

Culturas empresariais

Paulo Yokota*

Nos intercâmbios entre brasileiros e japoneses. ocorrem mal-entendidos que decorrem de culturas empresariais distintas, mesmo que os envolvidos estejam com boa vontade.

As dificuldades começam com os idiomas. Eles são radicalmente diferentes e as interpretações do que se fala em português e em japonês, quando negligenciadas, são fontes de divergências. O uso do inglês não resolve o problema.

Um exemplo é o termo “cooperação” (cooperation em inglês). O dicionário Houaiss informa que a palavra é sinônimo de ajudar e colaborar. Seu uso pressupõe um relacionamento entre desiguais, com a ação direcionada do mais desenvolvido para os menos desenvolvidos. Na linguagem empresarial brasileira, no entanto, entende-se cooperar como “operar juntos”, de igual para igual.

No japonês, como as palavras são expressas por ideogramas, o sentido delas é bastante preciso e está contido nas partes que compõem os chamados kanjis. No português, isso acontece quando as palavras têm origem no grego ou no latim, cuja etimologia ajuda a esclarecer os seus significados.

Na linguagem econômica de forma geral, quando se fala em “cooperação”, entende-se que haverá financiamentos com juros subsidiados ou prazos longos. Não é o caso do uso de recursos privados, que dependem do mercado. A ajuda é possível quando o governo conta com recursos assistenciais de país para país.

Uma discussão ocorreu a partir da elaboração de um comunicado de uma reunião da delegação empresarial brasileira com a do Nippon Keidanren, a cúpula do setor privado daquele país. Os japoneses não concordavam com a inclusão do termo “cooperação” no texto do comunicado, por representarem uma entidade privada; os brasileiros, por sua vez, encararam essa postura como um ato de intransigência por parte deles. Os japoneses são mais precisos por influência dos ideogramas, enquanto os brasileiros se satisfazem com o sentido geral das decisões, acabando por permitir muitas interpretações.

O intercâmbio bilateral entre o Brasil e o Japão volta a aumentar, ampliando-se para regiões da Ásia e da América do Sul (e não apenas entre um país de cada continente), incluindo projetos pequenos e médios. Com a crise mundial, as sondagens aumentam em busca de alternativas e espera-se que erros passados não sejam repetidos.

Com a globalização, há uma evolução, em todos os países, dos conhecimentos relacionados aos costumes no exterior, facilitando os intercâmbios. Mas as dificuldades não devem ser subestimadas.

O uso de um bom intérprete ajuda a reduzir dores de cabeça posteriores, devendo-se evitar tradutores que só compreendem o básico de cada idioma. O contexto cultural em que as palavras são colocadas é muito importante e o bom intérprete deve pensar como a outra parte vai entender o que foi colocado.




*É economista
 Arquivo: Opinião
Por Teruo Monobe
De Bric a Pigs: só as siglas não resolvem
Por Teruo Monobe
O ano do tigre e o G-2
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Resultados das relações comerciais Brasil-Japão em 2009
Por Teruo Monobe
O ano que queremos
Por William Woo
Um novo futuro
Por Teruo Monobe
Dólar, novamente um problema
Por Paulo Yokota
Desenvolvimento tecnológico
Por Teruo Monobe
Início de uma nova bolha?
Por Paulo Yokota
Culturas empresariais
Por Marcos Morita
Estratégias empresariais diante da nova gripe
Por Arnaldo Jardim
Impostos demais, serviços de menos...
Por Teruo Monobe
Brasil muito caro
Por Marcos Morita
As heranças da crise financeira mundial
Por Teruo Monobe
G-2 ou Chimérica?
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Oposição pode chegar ao poder no Japão
Por Teruo Monobe
O Papa e a OCDE
Por Teruo Monobe
Quinze anos de sucesso
  © Copyright 1992-2010 - Jornal NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br