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(Fonte:
Agência Brasil)
Keiko
Fujimori, a filha mais velha do ex-presidente do Peru Alberto Fujimori
(1990-2000) anunciou que recorrerá à Justiça
para conseguir que o pai cumpra prisão domiciliar. A insistência
ocorre no momento em que o atual presidente peruano, Ollanta Humala,
negou pedido de perdão encaminhado por Keiko e sua família,
em favor de Fujimori. Os parentes do ex-presidente argumentaram
que ele está debilitado e sem condições de
ser mantido na prisão.
[Meu
pai] sairá em liberdade e não em um caixão
como o senhor Humala e sua mulher desejam, reagiu Keiko, em
entrevista coletiva concedida ontem (9). A filha de Fujimori concorreu
às eleições presidenciais no Peru, contra Humala
e foi derrotada por ele. Nunca houve vontade política
de perdoar [meu pai].
Fujimori
foi condenado a 25 anos de prisão por violações
aos direitos humanos. No período em que cumpre a pena, ele
foi diagnosticado com câncer na boca e vários problemas
de saúde, como hipertensão e depressão. Os
parentes e simpatizantes do ex-presidente argumentaram que ele precisa
de cuidados especiais.
Humala
negou o pedido de anistia a Fujimori com base nos argumentos apresentados
pela Comissão de Graças Presidenciais, órgão
que analisou a situação do ex-presidente e concluiu
que não havia necessidade de conceder o indulto. A decisão
foi tomada na última sexta-feira (7). Isso porque, segundo
o presidente, Fujimori não tem doença terminal, nem
degenerativa, assim como não sofre de transtornos mentais.
A Comissão
de Graças Presidenciais ressaltou que Fujimori está
em condições carcerárias corretas: É
um preso nas melhores condições que existem no Peru.
Ao ser perguntado sobre o tema, Humala disse que o assunto é
um capítulo encerrado.
Fujimori
foi condenado em abril de 2009 a 25 anos de prisão, apontado
como autor intelectual das mortes de 25 pessoas, assassinadas por
um esquadrão da morte que atuava dentro do Exército.
O Grupo Colina, como era chamado, combatia a guerrilha Sendero Luminoso.
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