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(Fonte
e foto: Assessoria Governo do Estado de São Paulo)
O Acervo
Artístico-Cultural dos Palácios do Governo de São
Paulo, órgão vinculado à Casa Civil, e o Museu
Histórico da Imigração Japonesa no Brasil apresentam,
no Palácio dos Bandeirantes, de 28 de maio a 28 de julho,
a exposição "A Arte do Quimono e as Gravuras
Japonesas do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios".
Serão
expostos cerca de 30 quimonos que ajudam a contar a história
da imigração japonesa no Estado de São Paulo.
A exposição marca os 105 anos da imigração
japonesa no Brasil - comemorada em 18 de junho, quando o navio Kasato
Maru desembarcou a primeira leva de imigrantes no Porto de Santos
- e os 35 anos da fundação do Museu da Imigração.
Além
disso, o público poderá conhecer 30 gravuras - as
ukiyo-e - do século XIX, cuja técnica envolve um processo
de impressão sobre papel de palha de arroz, similar à
xilogravura, e temática que aborda o teatro kabuki, as mulheres
de entretenimento, também conhecidas como figuras bonitas,
e os guerreiros Samurais.
Esta
importante coleção, que pertence ao Acervo dos Palácios,
passou a ser investigada no final de 2012 pela Comissão de
Pesquisa do Acervo, explica a curadora do Acervo dos Palácios,
Ana Cristina Carvalho, "pois a autoria e a data de produção
eram desconhecidas". O quimono é retratado constantemente,
revelando o requinte das técnicas de tessitura, tingimento
e tecelagem e o significado que desempenha perante as relações
sociais. Segundo a curadora, "a imagem dos quimonos é,
portanto, a ponte que integra as duas".
A partir
de uma leitura preliminar a ser aprofundada, a investigação
já revelou dois trípticos de figuras bonitas e um
díptico do teatro kabuki, além de uma seqüência
significativa que resgata a Crônica da Grande Paz (taihei-ki),
épico em doze capítulos escrito no século XIV
por ocasião da unificação do Japão.
Dezessete
estampas são alegorias a histórias de guerreiros samurais
contadas em verso e imagens, compondo narrativas, outra categoria
temática abordada no ukiyo-e. As cenas variam entre retratos
individuais de combatentes armados a cenas de batalha.
A autoria
é atribuída a Utagawa Kuniyoshi, proeminente artista
do final do período Edo, particularmente conhecido pelas
composições de guerreiros. Foram identificadas gravuras
similares no British Museum e na Galerie AM Hau Der Kunst.
Quimono
de casamento
Uchikake
(longo manto) é um manto ricamente colorido e bordado. No
período Edo era usado em ocasiões especiais pelas
mulheres dos samurais ou de famílias nobres. Hoje é
uma parte do traje de noiva tradicional japonês. Por arrastar
no chão, o uchikake tem a barra almofadada e os padrões
e temas nele utilizados simbolizam prosperidade e fertilidade. Utiliza-se
também o nome Irouchikake, que significa colorido longo manto.
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