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(Fonte:
Agência FAPESP/Heitor Shimizu e Elton Alisson, de Tóquio)
Pesquisadores
brasileiros e japoneses reuniram-se em Tóquio entre os dias
15 e 16 de março para as atividades do Simpósio Japão-Brasil
sobre Colaboração Científica, organizado pela
Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência
(JSPS) e pela FAPESP.
"A
cooperação com o Japão é particularmente
relevante para a FAPESP", afirmou Celso Lafer, presidente da
Fundação, na abertura do evento. "O Japão
é um país respeitado imensamente pela FAPESP e pela
comunidade científica do Estado de São Paulo por sua
capacidade de pesquisa científica e tecnológica, elemento
fundamental para a exploração de novas formas de superar
com sucesso os desafios para um desenvolvimento global balanceado
e sustentável."
A importância
do estreitamento ainda maior da histórica boa relação
entre o Japão e o Brasil, país que recebeu a maior
leva de emigrantes japoneses, também foi salientada por Yuichiro
Anzai, presidente da JSPS.
"Espero
que esse simpósio, que temos a satisfação de
organizar, possa contribuir para ampliar a colaboração
entre os dois países na área de ciência. A JSPS
considera crucial a realização de parcerias internacionais
em pesquisa e, para nós, a colaboração com
a FAPESP é parte importante nesse processo de intercâmbio",
disse Anzai.
O presidente
da FAPESP mencionou que a Fundação, nos últimos
20 anos, apoiou mais de 660 iniciativas em pesquisas relacionadas
ao Japão em todas as áreas do conhecimento, tais como
encontros científicos, auxílios para pesquisadores
do Estado de São Paulo poderem trabalhar em parceria com
colegas japoneses, apoio a pesquisadores japoneses que se deslocaram
ao Estado de São Paulo para a realização de
pesquisas colaborativas e ainda na forma de apoio à publicação
de muitos livros sobre história, economia, engenharia, artes,
ciências políticas e antropologia relacionados à
cultura japonesa.
"Como
ministro das Relações Exteriores do Brasil em 1992
- e novamente de 2001 a 2002 -, e agora com a missão de presidir
a FAPESP, estou convencido de que a cooperação científica
é um dos elementos que promovem a compreensão baseada
em valores compartilhados. A ciência une e a pesquisa científica
é uma maneira de validar o conhecimento entre as pessoas
e uma forma de ampliar as boas relações bilaterais,
tais como as que existem entre as sociedades brasileiras e japonesas",
afirmou Lafer.
A cerimônia
de abertura do simpósio, que teve apoio da Embaixada do Brasil
em Tóquio, também contou com a presença do
embaixador Marcos Bezerra Abbott Galvão e do presidente da
Universidade Rikkyo, Tomoya Yoshioka.
Exposição
Brazilian Nature
Na quinta-feira
(14/03), foi aberta a exposição Brazilian Nature no
Espaço Cultural da Embaixada do Brasil em Tóquio.
Resultado
de uma parceria entre a FAPESP e o Museu Botânico de Berlim,
a exposição mostra o trabalho de documentação
do naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius
(1794-1868) na obra Flora brasiliensis, que 172 anos depois da publicação
de seu primeiro volume permanece o mais completo levantamento da
flora brasileira.
O trabalho
do naturalista deu origem também ao projeto "Flora Brasiliensis
On-line e Revisitada", que inclui a atualização
da nomenclatura utilizada no trabalho original de Martius, além
de informações e ilustrações recentes
sobre espécies descritas depois de sua publicação.
A exposição
apresenta ainda uma comparação das imagens produzidas
no século 19 com fotografias atuais de plantas e biomas e
retrata alguns dos resultados de pesquisas realizadas no âmbito
do projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo
e do programa BIOTA-FAPESP, que há 13 anos desenvolve pesquisas
para caracterização, conservação, recuperação
e uso sustentável da biodiversidade.
"O
BIOTA é um exemplo dos mais interessantes da relação
entre a ampliação do conhecimento e a sua aplicação.
O programa não só elevou o domínio do conhecimento
da biodiversidade de São Paulo como serviu depois como indicação
para formulação de políticas públicas
estaduais. É um exemplo bem-sucedido de como a ampliação
do conhecimento aumentou o domínio da sociedade paulista
sobre seus destinos e seus recursos ", afirmou Celso Lafer,
presidente da FAPESP, na cerimônia de abertura da exposição
para convidados.
O Japão
é o quinto país a receber a mostra, que já
foi apresentada na Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Espanha.
A exposição
pode ser visitada no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil
em Tóquio até o dia 29 de março, de segunda
a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 17h.
A mostra
faz parte da programação de atividades promovidas
no âmbito do Simpósio Japão-Brasil sobre Colaboração
Científica. "Esse evento que realizamos em Tóquio
é parte do esforço de internacionalização
da FAPESP, de modo a propiciar um trabalho conjunto entre pesquisadores
do Brasil e de outros países", afirmou Lafer.
O embaixador
do Brasil em Tóquio, Marcos Galvão, disse que, além
de cuidar dos interesses da comunidade brasileira no Japão,
há duas prioridades na relação da missão
diplomática brasileira no país oriental. A primeira
são os investimentos e a segunda, ciência e tecnologia.
"O
Japão tem sido há décadas um parceiro importante
no desenvolvimento do Brasil, e a visita da delegação
da FAPESP a Tóquio, com o simpósio e a exposição
Brazilian Nature, abre uma importante avenida para a consolidação
e o fortalecimento da relação entre os dois países",
afirmou.
www.agencia.fapesp.br
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